// Uma audição crítica do álbum Villa-Lobos (2026) da pianista Erika Ribeiro — publicado no Substack↗
Resenha crítica do álbum "Villa-Lobos" (2026), segundo disco solo da pianista Erika Ribeiro, com arranjos de Marcelo Galter e participação dos percussionistas Reinaldo Boaventura e Natália Mitre. Argumenta que o trabalho não é um tributo consagrador a Heitor Villa-Lobos, mas um deslocamento de sua escrita pianística em direção a camadas rítmicas e percussivas de matriz afro-diaspórica — como os toques de avamunha e congo-de-ouro dos terreiros de candomblé —, em diálogo com a pesquisa de doutorado de Ribeiro sobre o pianismo de Egberto Gismonti (UNIRIO, 2019). Discute como a tradição interpretativa consolidou, ao longo do século XX, um Villa-Lobos "domesticado" para conservatórios e salas de concerto, e como o álbum recoloca em circulação as dimensões rítmicas e sonoras amortecidas por esse processo de canonização.
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