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Modernismos, pacto social e estética da irreconciliação na obra de Jorge Ben Jor

Paper sobre como Jorge Ben Jor rompe com a estética conciliatória da Bossa Nova e do Tropicalismo ao colocar o conflito racial no centro da canção.

Artigo publicado na revista *Cerrados* (v. 34, n. 67, abr. 2025) que analisa a obra de Jorge Ben Jor como contraponto à estética conciliatória predominante no cancioneiro popular brasileiro do século XX. Argumenta que os modernismos tardios — Bossa Nova e Tropicalismo — consolidaram uma gramática estética voltada à neutralização de tensões raciais e culturais em prol de uma identidade nacional idealizada, enquanto Jorge Ben Jor (em canções como "Mas Que Nada" e "Zumbi") resgata um protagonismo afro-diaspórico que recoloca o conflito no centro da proposta estética. Cunha o termo Estética da Irreconciliação para nomear essa alternativa às gramáticas normativas da canção brasileira, que amplia os horizontes da imaginação política. O PDF original está disponível para download.

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